Todos nós mudamos, certo?
Chega um momento em que tudo o que vc quer é mudar...
Mudar de atitude, de hábitos, de casa, de cabelo, de roupa, de relacionamento, de país.... seja o que for, sempre estamos mudando.
Por que então julgamos tanto a mudança dos outros??
Eu por exemplo, sou movida á mudanças... isso pra alguns pode parecer medo de confrontar a vida, ou as responsabilidades. Eu digo, não seria por que eu quero mais da vida????
Querer estar em outro lugar não significa que eu quero FUGIR...
Posso até admitir que algumas vezes quero fugir, mas se eu fosse assim tão... fraca, eu já não teria fugido????
Eu só quero não acreditar que as coisas gostosas da vida estão somente nos filmes.
"Acorda, a vida não é um mar de rosas".... ORAS, sei bem que não é, mas qual o problema de tentar torná-la melhor????
E por que não com mudanças?
Sei bem que os mais velhos têm suas opiniões baseadas em experiencias, sei bem que eles sabem do que falam, mas será que o que aconteceu com eles, acontecerá comigo???
Também sei que a ansiedade me consome de vez enquando, e que a mudança vem como uma onda forte em meu peito e eu queeero, mais que tuuudo naquele momento, surfar nela.
Mas e quando a onda não é forte o suficiente pra pegar a crista dela? E se é só uma marolinha??
Acho que é isso que tenho que aprender... a mudança só é completa quando a gente se sente segura nela... pois é assim que realmente passamos de um ciclo pra outro.. quando realmente a mudança faz sentido e vc sente que tudo conspira pra que ela aconteça... quando vc sente a vontade forte e, principalmente, contínua, dentro de vc.
Não querer ser julgada demanda não julgar...
pra essa mudança, estou pronta???????
sábado, setembro 26, 2009
quinta-feira, agosto 13, 2009
Plagiando... uma idéia que incrivelmente, parece minha!
"Pq na vida nada se cria, tudo se transforma"
Transformei o post abaixo, do ARNALDO INTERATA (http://interata.squarespace.com/) em meu post... pq me sinto como ele, e pretendo um dia ser como ele!
Por que viajamos? O valor de uma viagem
Posted on Mar 9, 2009 at 12:34 by Arnaldo Interata
- POR que você viaja tanto?, perguntaram-me certa vez. Não fosse uma provocação, aquela questão teria sido uma fabulosa oportunidade para uma longa e apaixonada exposição de idéias. Especialmente se o interlocutor não fosse limitado. Nada teria me satisfeito mais do que ter desenvolvido uma acalorada e inteligente troca de impressões sobre a vida e filosofias que tais. Talvez apenas viajar e escrever sobre viagens iguale-se ao prazer de uma boa conversa.
HÁ 15 anos eu já tinha 42 de idade. Minha vida profissional já era consolidada e o futuro era ainda mais promissor. Eu já havia adquirido maturidade bastante para compreender que perguntas implicantes merecem respostas secas. Curtas o bastante para encerrarem em si mesmas o assunto. “Não alimente espíritos crítico-implicantes”, já dizia meu pai, que repetia meu avô, o qual infelizmente não conheci. De fato, com o tempo aprendi que contendas só valem as que deixem saldos positivos.
- PORQUE gosto!, foi a resposta. Assim mesmo, seca. Foram três míseras palavras como resposta, o que para mim constitui-se um verdadeiro sacrifício! Quem me conhece sabe o quanto gosto de argumentar. Todavia um seco “Por que gosto” fora o bastante, pois encerrava em si o essencial.
VIAJAR pode significar diferentes coisas para diferentes pessoas, mas uma coisa é comum a todas elas: todos sabem porque viajam. Só quem não viaja poderia fazer tal pergunta. E tal pergunta mereceria uma resposta como “Limitados ficam em casa porque querem. Só os curiosos é que viajam ou querem viajar”. “O mundo é um livro e aqueles que não viajam leem apenas uma página deste livro”, disse Santo Agostinho sei lá quando, mas certamente sei porquê.
NÃO tenho dúvidas de que por conta da globalização e do encurtamento das distâncias o mundo vive um inigualável período de expansão da consciência e do auto-conhecimento através das viagens. Hoje o homem não busca mais "apenas" descrobrir novos mundos ou pessoas exóticas - como Marco Polo, Álvares Cabral e Colombo - mas descobrir a si mesmo. Mais de 600 milhões de pessoas por ano entram num avião, atravessam meio planeta para conhecerem outros lugares e são movidas por uma curiosidade por vezes erroneamente incompreendida, pelo simples fato de esses milhões que viajam representam apenas um décimo da população do planeta. O resto fica em casa. Porque quer, por conformismo, por medo ou por limitaçao. Até quem não pode, viaja em pensamento e nas viagens dos outros, em livros, em revistas e sonhos.
UMA resposta longa e ponderada, repleta de argumentos - como a máxima de Santo Agostinho, por exemplo -, por certo teria alimentado ainda mais o intuito da pergunta: criticar tanto o meu tempo quanto o meu dinheiro investido em viagens. Jamais fui complacente com comportamentos provocadores e implicantes. Fosse ela feita quando eu tinha meus 30 anos - época em que os nervos ainda eram acima da pele (e não sob ela) - eu teria pensado numa resposta igualmente perturbadora. Passados 15 anos não é que a discussão encerrada com a seca resposta ainda incomoda? 15 anos depois voltou-me à lembrança! Pois é, capricornianos são assim mesmo. Como os elefantes, eles são donos de uma ótima memória e um péssimo sentimento de rancor.
E por que viajamos?
POR que, muitas vezes, mal terminamos uma viagem e já nos pegamos pensando em outra? Por que frequentemente fazemos isso até mesmo ainda durante uma viagem? O que nos move? Por que viajamos tanto? Viajamos por desejo? Por concessão? Por doação, subvenção? Viajamos para concordar? Para discordar? Por admitir, aceitar, conferir, transferir, confirmar, ver e rever? Para comer, sentir, ouvir, namorar, comemorar? Para esquecer, lembrar, fugir, descansar, fotografar?
SABER as razões porque viajo jamais foram um mistério profundo ou algo perturbador. Sempre tive as respostas. Viajar sempre esteve relacionado com expandir horizontes e deslimitar consciência, além de atender à minha própria personalidade curiosa. Toda viagem é sempre um caminho para descobrir um pouco de alguma coisa, aprender muito sobre algumas coisas e encontrar algo mais em todas as coisas. Como resultado acaba sendo uma viagem a nós mesmos.
VIAGENS são sempre experiências de crescimento emocional, filosófico e espiritual, certo? Me diga quem já retornou de uma viagem mais vazio do que quando partiu? Em toda viagem nos completamos a nós mesmos. Enchemos com alguns litros nosso tanque de amadurecimento. Cada viagem é como um pequeno passo que ao final de tantas outras tornam-se um grande salto em nossas vidas.
PESSOAS são diferentes e viajam por diferentes motivos. Há aquelas que viajam para sairem delas mesmas e depois se re-encontrarem em si mesmas. Outras o fazem para sairem da rotina. Algumas apenas para curarem-se de estresse. Todos sabem que o simples fato de mudarmos nosso percurso casa-trabalho-casa por um novo, por algum motivo já nos alivia o estresse. Viajar para destinos longínquos, então, é de certo uma boa atitude para nos curarmos de estresse e até mesmo de depressão. Famílias viajam em férias para divertirem-se. Pessoas viajam por curiosidade do desconhecido. Há os que buscam a natureza, outros para fugirem dela. Inúmeros viajam por aventura. Tem gente que viaja para bronzearem-se. Há os que o fazem para enriquecimento cultural. Muitos viajam para vivenciarem experiências antropológicas. Não nos esqueçamos dos que atraem-se pela convivência com pessoas de culturas e costumes tão diversos. Há os que teem o gosto pela arquitetura. Enfim, as pessoas não viajam apenas em férias, mas também para o descobrimento. De si e do mundo.
O fato é que viagens sempre significarão consertar, remendar, renovar, reformar, refazer ou dar nova “aparência” ao cérebro e à vida. Seja lá para onde for. E se o seu motivo não está aqui, você mesmo saberá porque viaja. E isso é o que importa.
E, afinal, por que eu viajo? É claro que o fundamento disso tudo está mesmo no “gostar’, no ter prazer em viajar. Sem grandes pretensões filosóficas, só há uma coisa absolutamente certa para mim: toda vez que retorno de uma viagem percebo que tudo permanece igual, mas eu mesmo mudei. E talvez sejam precisamente estas mudanças - além, dos prazeres intrínsecos e naturais relacionados com o ato de viajar - que me motivam e impulsionam para a próxima.
AINDA sem grandes pretensões filosóficas, minha mais simples e sincera resposta a esta pergunta seria: “Eu viajo porque me sinto muito feliz viajando”. Ou, “Eu sou ainda mais feliz a cada nova viagem”. O mundo, em si, me atrai. Um mundo incrivelmente rico em paisagens e formas de vida, maravilhosamente diversificado em termos filosóficos e conceituais, espantosamente grandioso em cultura e costumes, atrações e curiosidades, diversão e aprendizado. Quanto mais e para mais longe viajo, melhor noção tenho de minha insignificância.
NUNCA viajo em férias. Viajo por nenhum outro motivo a não ser pelo gosto e filosofia de vida. Distinguo perfeitamente “viagens” de “viagens de férias”. Minhas viagens diferem substancialmente do ato de relaxar e descansar, intrínseco às viagens de férias. Para mim “viagem” significa o ato de interagir com pessoas de um outro país ou cidade, absorver sua cultura, respirar sua essência. Viagens cansam, desgastam, preenchem, sugam, esgotam. Viagens requerem muita atividade física e intelectual. Presupõesm exploração. Ao contrário, férias significam relaxar e desligar-se, seja esticando-se numa praia, boiando numa piscina ou exercendo o que os italianos chamam de dolce far niente. Viagens requerem estar mais receptivo à exposição às belezas da natureza e à grandiosidade do que o homem construiu, e para isso em geral exigem muito mais caminhar, subir, descer, dirigir, pedalar, nadar, escalar e mergulhar em doses maiores do que quando estamos a relaxar.
EU me incluo na categoria de viajantes que estão interessados em saber o quanto um destino vai lhes proporcionar em termos de experiência e prazer e o quanto de tempo e dinheiro terão que investir na viagem. Viagens custam caro, seja em tempo ou em dinheiro. Frequentemente, ambos. Conciliar tempo e dinheiro e ter a possibilidade de conhecer culturas e costumes o mais diferentes possíveis é o que tem mais me motivado a programar minhas viagens nestes tempos de dólar caro. A melhor razão para eu viajar não tem sido “apenas” descobrir novos lugares, mas descobrir o quanto este lugar pode me afetar intelectualmente e o quanto isto me custará em tempo e dinheiro. É uma importantíssima relação de custo e benefício.
E você, por que viaja ou tem vontade de viajar?
Transformei o post abaixo, do ARNALDO INTERATA (http://interata.squarespace.com/) em meu post... pq me sinto como ele, e pretendo um dia ser como ele!
Por que viajamos? O valor de uma viagem
Posted on Mar 9, 2009 at 12:34 by Arnaldo Interata
- POR que você viaja tanto?, perguntaram-me certa vez. Não fosse uma provocação, aquela questão teria sido uma fabulosa oportunidade para uma longa e apaixonada exposição de idéias. Especialmente se o interlocutor não fosse limitado. Nada teria me satisfeito mais do que ter desenvolvido uma acalorada e inteligente troca de impressões sobre a vida e filosofias que tais. Talvez apenas viajar e escrever sobre viagens iguale-se ao prazer de uma boa conversa.
HÁ 15 anos eu já tinha 42 de idade. Minha vida profissional já era consolidada e o futuro era ainda mais promissor. Eu já havia adquirido maturidade bastante para compreender que perguntas implicantes merecem respostas secas. Curtas o bastante para encerrarem em si mesmas o assunto. “Não alimente espíritos crítico-implicantes”, já dizia meu pai, que repetia meu avô, o qual infelizmente não conheci. De fato, com o tempo aprendi que contendas só valem as que deixem saldos positivos.
- PORQUE gosto!, foi a resposta. Assim mesmo, seca. Foram três míseras palavras como resposta, o que para mim constitui-se um verdadeiro sacrifício! Quem me conhece sabe o quanto gosto de argumentar. Todavia um seco “Por que gosto” fora o bastante, pois encerrava em si o essencial.
VIAJAR pode significar diferentes coisas para diferentes pessoas, mas uma coisa é comum a todas elas: todos sabem porque viajam. Só quem não viaja poderia fazer tal pergunta. E tal pergunta mereceria uma resposta como “Limitados ficam em casa porque querem. Só os curiosos é que viajam ou querem viajar”. “O mundo é um livro e aqueles que não viajam leem apenas uma página deste livro”, disse Santo Agostinho sei lá quando, mas certamente sei porquê.
NÃO tenho dúvidas de que por conta da globalização e do encurtamento das distâncias o mundo vive um inigualável período de expansão da consciência e do auto-conhecimento através das viagens. Hoje o homem não busca mais "apenas" descrobrir novos mundos ou pessoas exóticas - como Marco Polo, Álvares Cabral e Colombo - mas descobrir a si mesmo. Mais de 600 milhões de pessoas por ano entram num avião, atravessam meio planeta para conhecerem outros lugares e são movidas por uma curiosidade por vezes erroneamente incompreendida, pelo simples fato de esses milhões que viajam representam apenas um décimo da população do planeta. O resto fica em casa. Porque quer, por conformismo, por medo ou por limitaçao. Até quem não pode, viaja em pensamento e nas viagens dos outros, em livros, em revistas e sonhos.
UMA resposta longa e ponderada, repleta de argumentos - como a máxima de Santo Agostinho, por exemplo -, por certo teria alimentado ainda mais o intuito da pergunta: criticar tanto o meu tempo quanto o meu dinheiro investido em viagens. Jamais fui complacente com comportamentos provocadores e implicantes. Fosse ela feita quando eu tinha meus 30 anos - época em que os nervos ainda eram acima da pele (e não sob ela) - eu teria pensado numa resposta igualmente perturbadora. Passados 15 anos não é que a discussão encerrada com a seca resposta ainda incomoda? 15 anos depois voltou-me à lembrança! Pois é, capricornianos são assim mesmo. Como os elefantes, eles são donos de uma ótima memória e um péssimo sentimento de rancor.
E por que viajamos?
POR que, muitas vezes, mal terminamos uma viagem e já nos pegamos pensando em outra? Por que frequentemente fazemos isso até mesmo ainda durante uma viagem? O que nos move? Por que viajamos tanto? Viajamos por desejo? Por concessão? Por doação, subvenção? Viajamos para concordar? Para discordar? Por admitir, aceitar, conferir, transferir, confirmar, ver e rever? Para comer, sentir, ouvir, namorar, comemorar? Para esquecer, lembrar, fugir, descansar, fotografar?
SABER as razões porque viajo jamais foram um mistério profundo ou algo perturbador. Sempre tive as respostas. Viajar sempre esteve relacionado com expandir horizontes e deslimitar consciência, além de atender à minha própria personalidade curiosa. Toda viagem é sempre um caminho para descobrir um pouco de alguma coisa, aprender muito sobre algumas coisas e encontrar algo mais em todas as coisas. Como resultado acaba sendo uma viagem a nós mesmos.
VIAGENS são sempre experiências de crescimento emocional, filosófico e espiritual, certo? Me diga quem já retornou de uma viagem mais vazio do que quando partiu? Em toda viagem nos completamos a nós mesmos. Enchemos com alguns litros nosso tanque de amadurecimento. Cada viagem é como um pequeno passo que ao final de tantas outras tornam-se um grande salto em nossas vidas.
PESSOAS são diferentes e viajam por diferentes motivos. Há aquelas que viajam para sairem delas mesmas e depois se re-encontrarem em si mesmas. Outras o fazem para sairem da rotina. Algumas apenas para curarem-se de estresse. Todos sabem que o simples fato de mudarmos nosso percurso casa-trabalho-casa por um novo, por algum motivo já nos alivia o estresse. Viajar para destinos longínquos, então, é de certo uma boa atitude para nos curarmos de estresse e até mesmo de depressão. Famílias viajam em férias para divertirem-se. Pessoas viajam por curiosidade do desconhecido. Há os que buscam a natureza, outros para fugirem dela. Inúmeros viajam por aventura. Tem gente que viaja para bronzearem-se. Há os que o fazem para enriquecimento cultural. Muitos viajam para vivenciarem experiências antropológicas. Não nos esqueçamos dos que atraem-se pela convivência com pessoas de culturas e costumes tão diversos. Há os que teem o gosto pela arquitetura. Enfim, as pessoas não viajam apenas em férias, mas também para o descobrimento. De si e do mundo.
O fato é que viagens sempre significarão consertar, remendar, renovar, reformar, refazer ou dar nova “aparência” ao cérebro e à vida. Seja lá para onde for. E se o seu motivo não está aqui, você mesmo saberá porque viaja. E isso é o que importa.
E, afinal, por que eu viajo? É claro que o fundamento disso tudo está mesmo no “gostar’, no ter prazer em viajar. Sem grandes pretensões filosóficas, só há uma coisa absolutamente certa para mim: toda vez que retorno de uma viagem percebo que tudo permanece igual, mas eu mesmo mudei. E talvez sejam precisamente estas mudanças - além, dos prazeres intrínsecos e naturais relacionados com o ato de viajar - que me motivam e impulsionam para a próxima.
AINDA sem grandes pretensões filosóficas, minha mais simples e sincera resposta a esta pergunta seria: “Eu viajo porque me sinto muito feliz viajando”. Ou, “Eu sou ainda mais feliz a cada nova viagem”. O mundo, em si, me atrai. Um mundo incrivelmente rico em paisagens e formas de vida, maravilhosamente diversificado em termos filosóficos e conceituais, espantosamente grandioso em cultura e costumes, atrações e curiosidades, diversão e aprendizado. Quanto mais e para mais longe viajo, melhor noção tenho de minha insignificância.
NUNCA viajo em férias. Viajo por nenhum outro motivo a não ser pelo gosto e filosofia de vida. Distinguo perfeitamente “viagens” de “viagens de férias”. Minhas viagens diferem substancialmente do ato de relaxar e descansar, intrínseco às viagens de férias. Para mim “viagem” significa o ato de interagir com pessoas de um outro país ou cidade, absorver sua cultura, respirar sua essência. Viagens cansam, desgastam, preenchem, sugam, esgotam. Viagens requerem muita atividade física e intelectual. Presupõesm exploração. Ao contrário, férias significam relaxar e desligar-se, seja esticando-se numa praia, boiando numa piscina ou exercendo o que os italianos chamam de dolce far niente. Viagens requerem estar mais receptivo à exposição às belezas da natureza e à grandiosidade do que o homem construiu, e para isso em geral exigem muito mais caminhar, subir, descer, dirigir, pedalar, nadar, escalar e mergulhar em doses maiores do que quando estamos a relaxar.
EU me incluo na categoria de viajantes que estão interessados em saber o quanto um destino vai lhes proporcionar em termos de experiência e prazer e o quanto de tempo e dinheiro terão que investir na viagem. Viagens custam caro, seja em tempo ou em dinheiro. Frequentemente, ambos. Conciliar tempo e dinheiro e ter a possibilidade de conhecer culturas e costumes o mais diferentes possíveis é o que tem mais me motivado a programar minhas viagens nestes tempos de dólar caro. A melhor razão para eu viajar não tem sido “apenas” descobrir novos lugares, mas descobrir o quanto este lugar pode me afetar intelectualmente e o quanto isto me custará em tempo e dinheiro. É uma importantíssima relação de custo e benefício.
E você, por que viaja ou tem vontade de viajar?
segunda-feira, agosto 10, 2009
quinta-feira, junho 18, 2009
terça-feira, janeiro 29, 2008
A amadora arte de viajar - por Daniel Piza

Consta que o termo “turismo” se popularizou a partir das viagens do poeta inglês lorde Byron há quase 200 anos, quando ele era um jovem parlamentar, estava enjoado de Londres e decidiu fazer “tours” pelo Velho Continente. Foi para Portugal, Espanha, Malta, se apaixonou por mulheres e homens, seguiu para Grécia e Albânia; decidiu passar mais tempo na Grécia e conheceu a Turquia também. Nesse período, de 1808 a 1811, escreveu poemas como Childe Harold que definiram o movimento romântico, por seu misto de melancolia e ilusão, por sua crítica aos desdobramentos da civilização e sua entrega à sensualidade e tolerância que via no Mediterrâneo.
Tudo que fez depois foi marcado por essa peregrinação solar. Ele ainda casaria duas vezes, se envolveria com Shelley, moraria um tempo em Veneza. Mas sua busca era por aquela sensação de idílio juvenil que jamais seria recuperada, mesmo no período em que, morando na Toscana, embebido em sua vida italiana, escreveu Don Juan. Tanto que, mais tarde, de volta a Londres, decidiu defender a causa grega contra os turcos e foi participar da invasão da fortaleza de Lepanto, onde se feriu gravemente. Bonito e epiléptico, acabou morrendo na Grécia, como herói nacional, com apenas 36 anos. Os turistas não sabem, mas a sombra de Byron paira acima de todos os 840 milhões de deslocamentos feitos a cada ano – um número que não pára de crescer.
“Turismo é coisa de gentinha”, escreveu Millôr Fernandes, provavelmente depois de se deparar com uma dessas hordas de americanos ou japoneses ou brasileiros com máquinas fotográficas, sacolas e um permanente olhar de espanto, como que surpreendidos e ameaçados pela variedade e complexidade do mundo. Mas o problema não é só esse turismo fast-food, essas viagens e excursões que parecem feitas para dizer que foram feitas – para contar aos íntimos, na volta, que você andou de gôndola ou subiu na Estátua da Liberdade, mesmo que tenha ficado meros dois dias em Veneza e confundido Nova York com Miami. Por trás de tudo isso há o espectro do romantismo, a idéia de que estar nesses lugares fará de você outra pessoa, a expectativa de que mudanças se dão magicamente como Byron em seu “santuário”.
Por mais que queiram escapar ao lar, resta uma vontade de voltar rápido a ele, por isso o turista parece sempre tenso e ansioso. É como se toda rotina precisasse dessas fugas e refúgios para depois se fortalecer ainda mais. Nesse jogo de compensação, quem fica de fora é exatamente o conhecimento, a imersão mais lenta porém mais duradoura num ambiente estranho que, muitas vezes, pode até parecer estranhamente familiar. Acho curioso que as pessoas viajem para os lugares com nada além de algumas informações genéricas ou utilitárias que qualquer guia de bolso ou matéria de jornal traz. E que, uma vez ali, não façam pelo menos duas coisas fundamentais: ler a imprensa local, para não dizer a literatura; e andar a esmo, flanar, como a chutar pedrinhas pelas ruas. (Todo bom viajante é um chutador de pedrinhas imaginárias.)
Ler e caminhar, ambos sem muita “objetividade”, fazem a diferença entre o bom e o mau turista. É com olhos livres e sapatos gastos que se faz uma viagem marcante. Não basta visitar os lugares manjados e comer os pratos típicos; é preciso estar aberto ao novo, correr os riscos, ter a paciência de não sair catalogando o que vê como “maravilhoso” ou “decepcionante” e nada mais. Outra coisa: não se visitam países, mas cidades e regiões; o mundo não cabe num roteiro de “lugares para conhecer antes de morrer”. Também não vejo sentido em não alternar o estilo de viagem, das mais sofisticadas às mais rústicas, das mais próximas às mais distantes, das mais breves às mais longas. Certa hierarquia é necessária, mas os acasos – viagens para países que não eram prioridade, mudanças de rotas decididas no último instante – devem sempre ser bem-vindos, porque o inesperado é o ingrediente mais importante de qualquer viagem. Agora, voltar a um lugar que se conhece é essencial, como reler um livro que nos absorveu.
Comentei outro dia que a literatura de viagem me fascina, não apenas a antiga, mas sobretudo a moderna. Os franceses no século 19, como Flaubert, e os anglo-americanos no século 20, como Henry James, escreveram relatos admiráveis e reveladores. As Voyages de Flaubert saíram recentemente na França numa edição de um só volume, e li há pouco os Collected Travel Writings de James na coleção Library of America. Não sei por qual motivo esses textos não são traduzidos no Brasil, para não falar de nomes menos clássicos como Jan Morris e Peter Matthiesen. Além disso, são raros os escritores brasileiros – com exceção de algumas coisas de Mario de Andrade, Manuel Bandeira, Graciliano Ramos e Erico Veríssimo – que fazem narrativas de viagens, certamente não por falta de lugares aonde ir (aqui ou não). Talvez seja por ser gênero difícil, que mescla impressão subjetiva e observação direta. Mas que, quando bem feito, pode ser inesquecível.
Além das informações e meditações, esses livros podem ajudar a entender o espírito do que digo aqui. James descreve sua visita a Chartres: “Passei muito tempo observando esse monumento. Dei voltas ao seu redor, como a mosca ao redor da vela; me afastei e me reaproximei; escolhi 20 diferentes pontos de vista; olhei para ele em diferentes horas do dia, e a vi tanto ao luar como à luz do sol. Conquistei, numa palavra, certo senso de familiaridade com ele; e, no entanto, não espero dar nenhum relato coerente a seu respeito.” É por aí. Turistas somos todos; estaremos sempre numa cidade que não é nossa como um filósofo diante do cosmos, tateando entre a matéria escura.
Como em todos nós há alguém que se emociona ao escutar My Way ou Carinhoso pela primeira vez (vai, confessa), há também um homúnculo de bermuda comprando um souvenir qualquer. Se viajar é uma arte, como disse Alain de Botton, somos todos amadores nela. O bom de viajar não é nem ir nem voltar, é poder ir. É saber que se é livre para escolher entre tantas alternativas, mesmo que se escolha mal ou se prefira “viajar à roda do quarto”, feito o outro. O único pecado que um viajante pode cometer é ficar parado.
Direitos Autorais: Daniel Piza - Colunista Estadão
A Million Dreams
A cada passo dessa vida eu percebo como é importante ter sonhos...
Viver uma vida vazia, cheia de solidão e sem cor é a coisa mais sem graça do mundo... e o meu ser nasceu com uma nescessidade de ver em tudo o seu lado bom, seu lado mágico, seu lado incrível. Então é assim que vou ser ué... pra sempre...
As tristezas, os obstáculos, as depressões, as lágrimas, as dores, os pesadelos, a solidão, os machucados, as perdas... sempre estarão á espreita, é natural, é o preço de estarmos vivendo, respirando, desfrutando da maravilha que é ser humano! Ou será que estaríamos aqui nesse mundo de férias... aproveitando só o "bem bom" de tudo isso?
Pra mim há um propósito muito maior para termos tanta complexidade nessa vida... é para evoluirmos, para aprendermos!
E a melhor parte dessa evolução é a capacidade do homem de contornar as dores das lições com seus sonhos mais lindos, enchendo os corações de outros com um lembrete de que não é só de duras penas que se faz um aprendizado... é também com a capacidade de sonhar e ir além do que é imaginável, sem se importar com aqueles que te desacreditem... é encantar e ser encantado pelas maravilhas que podem existir nesse mundo e dentro da imaginação de uma pessoa.
Tudo para encontrar os sentimentos mais lindos e puros dentro de si mesmo, e então entrar em harmonia com o universo ao seu redor.
Pra mim, os sonhos vão sempre estar me espreitando, assim como as tristezas e etc... por que eu não vou me contentar com o dia-a-dia, nem com o sofrimento que vêm anexo a quase tudo...
Eu quero o excepcional... o maravilhoso... o fantástico... o inacreditável!
Eu quero ter sonhos grandes e não perder a vontade de realizá-los.. e acima de tudo, tendo como inspiração um grande homem chamado Walt Disney, eu quero realizar os sonhos de outras pessoas, fazer com que eles se encantem e sejam felizes.




Viver uma vida vazia, cheia de solidão e sem cor é a coisa mais sem graça do mundo... e o meu ser nasceu com uma nescessidade de ver em tudo o seu lado bom, seu lado mágico, seu lado incrível. Então é assim que vou ser ué... pra sempre...
As tristezas, os obstáculos, as depressões, as lágrimas, as dores, os pesadelos, a solidão, os machucados, as perdas... sempre estarão á espreita, é natural, é o preço de estarmos vivendo, respirando, desfrutando da maravilha que é ser humano! Ou será que estaríamos aqui nesse mundo de férias... aproveitando só o "bem bom" de tudo isso?
Pra mim há um propósito muito maior para termos tanta complexidade nessa vida... é para evoluirmos, para aprendermos!
E a melhor parte dessa evolução é a capacidade do homem de contornar as dores das lições com seus sonhos mais lindos, enchendo os corações de outros com um lembrete de que não é só de duras penas que se faz um aprendizado... é também com a capacidade de sonhar e ir além do que é imaginável, sem se importar com aqueles que te desacreditem... é encantar e ser encantado pelas maravilhas que podem existir nesse mundo e dentro da imaginação de uma pessoa.
Tudo para encontrar os sentimentos mais lindos e puros dentro de si mesmo, e então entrar em harmonia com o universo ao seu redor.
Pra mim, os sonhos vão sempre estar me espreitando, assim como as tristezas e etc... por que eu não vou me contentar com o dia-a-dia, nem com o sofrimento que vêm anexo a quase tudo...
Eu quero o excepcional... o maravilhoso... o fantástico... o inacreditável!
Eu quero ter sonhos grandes e não perder a vontade de realizá-los.. e acima de tudo, tendo como inspiração um grande homem chamado Walt Disney, eu quero realizar os sonhos de outras pessoas, fazer com que eles se encantem e sejam felizes.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
Mais uma tarefa cumprida...
"Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna.
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão.
Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante.
Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos."
(Charles Chaplin)
"Tua caminhada ainda não terminou...
A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória. Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói.
Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas. Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares de teus erros.
Tu és jovem. Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram!
Olhes para trás... mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te."
( Charles Chaplin)
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão.
Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante.
Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos."
(Charles Chaplin)
"Tua caminhada ainda não terminou...
A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória. Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói.
Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas. Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares de teus erros.
Tu és jovem. Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram!
Olhes para trás... mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te."
( Charles Chaplin)
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